terça-feira, 25 de dezembro de 2012

*CANSAÇO







Não sei mais quem sou...
Nem mesmo sei se um dia fui.
Talvez tenha sido,
Mas creio que, jamais serei novamente.


No meu caminho,
Entre pedras e espinhos
Tento enxergar, quando foi que pisei em areia macia.
Não tenho lembranças disto.


Talvez eu esteja perdendo a memória,
Ou quem sabe nunca houveram mesmo.
Momentos de maciez e suavidade não vivi.
Só me lembro de escarpas.


Penso que a paz deva ser boa.
Imagino que a tranquilidade seja leve.
Crio em minha mente um mundo diferente.
Tão diferente, que talvez seja inexistente.


Talvez querer, seja me iludir.
Seja criar um mundo que não conheço
Que só vi em filmes e livros
Em poemas e canções.


Apesar de tudo isso
Não consigo deixar de desejar que um dia seja.
Mas não quero por apenas momentos
Quero por dias, meses e anos.


Doces e suaves momentos passageiros
Só me darão o que já conheço de cor
E com certeza mais intensamente...
O constante doer do cansaço.


Lucienne Miguel